Uninove, vestibular para UNESP: Cinco horas de um enorme esforço para não babar na questão sobre a civilização bizantina enquanto suportava um calor de fritar cloreto de sódio.
Retrocedendo algumas horas eu, no meio daquela aglutinação de gente, pensei: 'Oh, pai, fodeu'.
Mas fui perseverante, nada de se deixar abalar por cerca de 8 mil cabeças calvas, carecas, cabeludas e escovadas antes ao meus cachos.Pois sim!Os caracóis dos meus cabelos sustentam uma grande, infinita e medonha inteligência que afinal, não sei onde se encontra.
Os elevadores estavam congestionados e eu não achei as escadas rolantes, me dirigi então, às escadas estáticas.
Subi OITO LANCES de escada.Aliás, acho que foram mais, cada andar tinha dois, o que dá uns 16 LANCES.Foi aí que tive plena consciência de que venci e fui aprovada (ao menos no exame físico).
Batatas da perna e a coxa doendo; comecei o pega-pá-capá.
Uma coisa curiosa foi que na minha sala só havia mulheres.Foi-me dada a graça de estar num ambiente feminino e materno, o que me deixou mais tranqüila.Não havia NEHUM daqueles japoneses com calculadora no bolso e cara de 'eu-já-passei -no-ITA-três-vezes'.Apesar que isso deixa mais nervoso quem vai prestar Engenharia, Direito ou Medicina...Essas coisas que impõem respeito.Eu vou perstar Biomedicina,ninguém nem sabe o que é isso!
Foi isso.Nada mais que isso.Acho que tudo se resume em: Quando você ver, já foi.
Hoje, já que perdi a hora do colégio, irei refrescar meu espírito com chocolates refrescantes de espírito.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
é um, é dois, é três
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
os meus desenhos herméticos
"vamos seguindo acordando cedo
você só reclama não age
você fica dormindo à tarde
e tudo vai dando nos nervos
não corre atrás das suas coisas
vive aqui choramingando
todos já foram embora
você só sabe reclamar"
gamei.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
It simply states "you're disconnected baby"
Segundo o existencialismo de Sartre, nós nascemos para vivermos nossas próprias limitações, que afinal, são inevitáveis.Enquanto eu vivo não sei o que é certo ou errado exatamente.Ninguém tem certeza de nada.Agimos porque precisamos reagir aquilo que nos acontece e acabou.
No momento parecia ser o correto, mas...E se não for? É por isso que nos arrependemos?
Eu não sei.
Fico perplexa com as experiências da minha alminha de dezessete anos, me debruço sobre mim mesma e faço uma auto-observação, observo as pessoas...como agem e como no fim todo mundo tem os mesmos problemas.Pessoas são complicadas de mais.Já basta eu.
Por isso às vezes acho que o mundo do intelecto é mais fácil de ser vivido do que o mundo terrestre, cheio de sentimentos contraditórios, regras e responsabilidades.Quem sabe é por isso que eu tô sempre no mundo da lua.
O que acontece quando aqueles 'eu te amo' se acabam, por que temos que ter um bom emprego e camelar tanto pra conseguir dinheiro (ou pelo menos manter o patrimônio), por que entrar numa faculdade pública é tão difícil, por que eu tenho que me sujeitar a meses de cursinho, por que tem tanta concorrência nesse mundo canibal, por que faculdades particulares são caras, por que eu tô tão cansada?
Essas limitações...Sartre só fode.
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domingo, 25 de outubro de 2009
uma farsa
Você merece mais do que eu.More na minha casa, freqüênte a minha escola, coma da minha comida, faça meus cursos e durma na minha cama.Viva minha vida.
Assim como uma amiga minha disse, eu também digo e penso o mesmo sobre uma menina do documentário "Pro dia nascer feliz", ele retrada os dois extremos da educação no Brasil, isso em 2004/2005.
Não estudo no Dante, nem no Santa Cruz, mas estudo num colégio que já esteve entre os melhores da Zona Norte de São Paulo.Nâo sou rica; mas pertenço ao que se pode chamar de classe média alta.Minha renda é de 3 a 6 mil reais por mês.A nível de Brasil...Até que não tá tão mal.
Estou no 3º ano do Ensino Médio e minha professora de física é um lixo, faço cursinhoo e inglês.Meus pais bancam tudo e mais um pouco.O suficiente para eu não ter que trabalhar nos próximos 10 anos.
Uma burguesinha que não garante a vida com a herança (oi?) dos pais e que convive com a estupidez de quem pensa ser Porto Seguro, a viagem dos sonhos.
Meu intuito é entrar num faculdade pública que de pública tem só o nome.Quero ser Biomédica.Vou ter que estudar pra caralho, mas olha!Eu tenho condições pra isso.
Não tanto quanto aquele cara que estuda no melhor colégio do Brasil e pode pagar uma Santa Casa, mas não paga porque o pai não quer, mas meus pais ainda que pelo sacrifício podem pagar mil reais em material didático.
Toda essa hipocrisia e desigualdede me irrita.Sou culpada até o momento em que for cúmplice.
Enquanto ando no meu carro com ar-condicionado tem alguém que ou por ócio, ou por causa do sistema, ou por causa do Sarney está roubando o carro ao lado.Em busca da sobrevivência, porque o cara não consegue emprego, porque ele não tem qualificação, porque não teve estudo, porque não teve base pra fazer uma prova e entrar num curso técnico gratuito porque a educação no Brasil tá uma merda.
Nâo vou mudar o mundo, mas alguma coisa eu vou fazer.Distribuir remédios gratuitos, montar uma clínica e fazer exames gratuitamente, me dedicar nas pesquisas em doenças...Mas até aí não faria diferença... Ajudar na revolução vermelha quando o Obama apertar o "botão vermelho" ensinar o que eu sei pra quem quer aprender, ir pro Nordeste e trazer as grandes mentes pra onde elas são visadoas (e infelizmente é assim).
Ainda é mais idiota eu escrever tudo isso.É aquela da elite que ajudaria os coitadinhos, marginais da riqueza, tadinho deles.Isso é uma vergonha, tem que haver outro jeito de mudar isso.
Não faz sentido passar por esse planeta vivendo minhas próprias angústias e amores.Sem tentar desfazer essa merda toda.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
"eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios."
"O segredo, dizia Chang, o china da loja, não é descobrir o que as pessoas escondem, e sim entender o que elas mostram. Mas Chang está morto. Existe algo mais íntimo para exibir ao mundo do que as entranhas? Existe algo tão obsceno?"
Trecho do livro de Marçal Aquino, cujo título leva o nome deste post.Um trecho do livro aqui
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sábado, 17 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
measuring a summer's day
Lá vou eu a mais uma reflexão adolescentóide, insana e obviamente sem sentido porque afinal, hoje é domingo e eu tô morgando.
Depois de milium (como diria vovó) questionamentos sobre que demônios de graduação eu escolheria, passando da prostituição, beirando jornalismo, uma cutucada em design gráfico e por fim, acabo em biomedicina, resta-me apenas uma coisa:Existe uma chance considerável de eu não passar na porra do vestibular, por mais que eu mande ele tomar no toba.
Um ano meia-boca de cursinho com um ano meia-boa de ensino médio junto foi realmente uma bagunça.Fui a shows, perdi shows , estudei, não dormi, dormi o dia todo, conheci gente,desconheci...Acho que não perdi ninguém e cala a boca que isso tá parecendo restrospectiva de fim de ano.
A verdade é que eu sou uma cagona.É isso.Não estudei tanto quanto devia, só tive meu tempo ocupado com aulas e tudo bem, de vez em quando eu estudava.Mas não tanto quanto eu vejo o pessoal lá no cursinho.
-Mas eles só fazem isso!
-Sim...
-Então!Você ainda faz o médio!Tem só 17 anos!Vai pro Anglo de metrô, toca sua guitarrinha, desenha e outras coisas...
-Mas eu não estudei o suficiente!Eu acho.É, não estudei não.
-Claro!Quem aguenta fazer duas escolas ao mesmo tempo?Relaxa.
-Uhh...
Daí eu pensei bem, sentei e tomei um conhaque.Dois, três...
Coloque Led pra tocar.Tangerine.Eu sou jovem, ainda.
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